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PLÁGIO É CRIME



POEMAS REGISTRADOS




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Champagne

Pegue sua taça
E vamos agora brindar
É noite de ano novo
Vamos recomeçar
Olhe para o céu
E veja os fogos de artifício
Agora chore e se arrependa
Pelos pecados cometidos
O ano se passou
Mas sua consciência não limpou
Então chore outra vez
Por mais um ano que chegará
E muito tapa na cara
Ainda levará
É errando que se aprende
E sua vida pode mudar de repente
Beba sua champagne
Mas cuidado para
Não se engasgar
Porque você nunca sabe
O que está por vir
Então procure não comemorar

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Maldito Natal

Não há natal que me faça esquecer
Meu tormento
Nem mesmo o dia mais esperado do ano
Em que as pessoas se reúnem
Apenas por obrigação
Maldito natal
Que faz transparecer a falsa alegria
Numa ceia ridícula
Cheia de luzes que ferem os meus olhos
E despertam minhas lembranças ruins
Que tento esquecer
Abraços e sorrisos
que dão vida a minha fúria
Dia de desgraça
Que sempre termina aos prantos
O velho pançudo chega para à todos alegrar
E traz com ele temíveis recordações
Para minha vida infernizar
Natal horrendo
Nascimento de Cristo e morte minha
Acontecimentos opostos
Que chegam todo ano para me afrontar

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Falsas promessas

Seus olhos tristes me dizem
   assim como o tempo
nosso amor vai esfriar
O céu vermelho denuncia
um dia o mundo pode acabar
E o que nos resta é esperar
Nada mais sobrou
Nem se quer um pedaço
da vida perfeita
que um dia você me jurou
Falsas promessas
revelaram sua verdadeira face
Nosso amor faleceu
Não espero mais nada
para este coração ateu




Ódio

     
  Doce nostalgia
que se esconde
em tristes memórias
ao ver minhas lágrimas
molhando seu retrato sujo
marcado pelo desprezo
Triste melodia
que toca apenas nos sonhos
quando penso em ti
quando vejo o meu sangue
manchando aquelas palavras
escritas para mim
exalando todo o ódio
que em ti deposito
Odiando-te cada dia mais
transformando todo o meu amor
no mais temível sentimento




Esperança


Como um ser frágil
entrego-lhe o meu destino
na esperança de voltar a sorrir
Me livrar da maldição
por um amor vivido
sem dimensão, sem compreensão
Amor de palavras
tão cruel que me fez temer
Com um coração doente
Entrego-lhe o meu corpo
na esperança de voltar a respirar
e viver novamente
Um amor sem palavras
tão real, que me fará feliz
Apenas com você
Até o final

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Anjinho Perdido



Para muitos, apenas um corpo
para mim, uma vida
uma vida perdida
Sua alma leve
flutuava como um anjo
voando triste para o céu
e em seu pequeno corpo
lhe escorria pela boca
a pureza de um inocente
a morte vista em seu
sangue derramado
Ele se foi, se foi para sempre
meu anjinho perdido
vá em paz, não te esquecerei amor
nunca jamais

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Perdoa, amor

Amor, perdoa o meu jeito de ser
Se não consigo ser feliz nesta vida
Não é justo que você não seja também
Perdoa a minha falta de vontade
de querer estar sempre com você
De não precisar tanto de sua companhia
Perdoa a minha tristeza
Perdoa o meu rancor
Perdoa o meu ódio
Por favor me perdoa por ter feito
Você se apaixonar por mim
Te peço perdão por você me amar tanto
Não espero mais nada na vida
Apenas o seu perdão
Não quero mais viver
Com ou sem você
Me entenda
Estou cansada da vida
É tão difícil viver assim
Não quero mais ver o sol nascer
Não quero mais ouvir você dizer o quanto me ama
Eu não quero ter o que não mereço
O mundo é muito grande e eu estou só
Presa na escuridão, como num túmulo lacrado e anônimo
Sem uma lápide e nenhuma flor
Me sinto enterrada viva
Dentro de um caixão
Respirando apenas o meu gás carbônico
Não me desenterre, não me salve
Me deixe aqui, para sempre
Apenas me perdoe

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pensamento obscuro

O caminho sem volta
me traz novamente
uma triste revolta
foi-se o meu caminho
foi-se o meu tempo
Perdidos na brisa noturna
cravada num pensamento obscuro
Sepultado com o desejo
de te ter aqui outra vez
batendo na minha porta
deixando para trás
o caminho sem volta
um amor sem revolta

Delírio real

Posso tocar os meus sonhos
como um delírio real
mesmo com a alma pesada
ainda posso flutuar
Aproximo-me dos meus desejos
me inspirando sempre em você
Mato a minha realidade
apenas para viver em ti
respirar através de seu corpo
Posso te possuir
para chorar contigo
chorar por este amor
Este amor tão impossível
Viverei para sempre
em todos os seus sonhos
Te protegendo dos pesadelos
Posso te tocar
Posso te amar
Para sempre, nos sonhos
Num delírio real


Prisioneira do caixão

Falta-me o ar
nesta doente escuridão
sem um espaço vital
onde não cabe todo o meu ódio
Prisioneira do caixão
minha vida interrompida
Falta-me a esperança
de dias melhores
Estou viva, estou morta
Sentindo uma chuva
de flores sobre mim
flores que não posso tocar
Prisioneira imóvel
Neste caixão que me sufoca

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Minha depressão, meu suicídio

Minha existência se assemelha
À sensação estranha de morbidez
Respirar e me sentir morta
Morrer a cada sentimento diário
E ainda estar viva
Minha vida é motiva
Pelo prazer em pensar que logo
Finalmente morrerei
E minha morte acontecerá
Por culpa de uma doença maldita
Que me mata a cada dia

Coração amargurado

Faço poemas
Como quem chora
Por um amor perdido
Levo a minha vida
Como quem está prestes
A jogar tudo pro alto
E esquecer que um dia
Fui digna de ser amada
Me coloco em silêncio
Como quem sangra
De tanto sofrer
E me despeço do mundo
Como quem morre de desgosto
E carrega no peito
Um coração amargurado

Vida injusta

Na vida nada espero
Eu vivo pra morrer
E durmo pra esquecer
Esquecer tanto sofrimento
Tanto desgosto
Que essa vida já me causou
Vivo dias de pesadelo
Dias que eu passo vegetando
Se não consigo mais sorrir
É porque essa maldita vida
Só me dá motivos para chorar
Chorar de tristeza
Chorar de raiva
E de tanto chorar
Já não tenho mais tantas lágrimas
Às vezes, eu choro à seco
Dos meus olhos lágrimas não saem
Mas em meu pensamento
Eu sempre me afogo
E me canso de tanto lamentar
Vida injusta
Que apesar de tudo
Ainda me obriga
a permanecer aqui


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Definhando

Bate em meu peito cansado
um coração desiludido
Apenas um orgão vital
para a minha medíocre existência
Enquanto os dias passam
ele adoece e meu corpo enfraquece
Angustiando o meu espírito
que se vê obrigado a definhar
E me entristece pensar
que nunca direi a mim mesma
o quanto valeu a pena
sangrar e sentir dor


Alma penada

Viver torna-se impossível
quando a alma adoece
tenho plena consciência
de que estou no fundo do poço
e não há corda o suficiente
para me resgatar
Mesmo na calada da noite
quando todos adormecem
sinto o imenso desprazer de estar viva
Doença da alma
doença do dêmo
não há prece que cure
tamanha desgraça
estou apenas vegetando
entorpecida pela vida
sem saber para onde ir
sem saber o que represento
e quando morrer
serei mais uma alma penada



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lar, doce lar

Cabisbaixa saio de casa
Para a luz do dia presenciar
E nessa façanha em que me submeto
Não deixo o ar puro me contagiar
Lar, doce lar
Queria poder em casa sempre permanecer
E a fumaça do meu cigarro inalar
Olhar para as paredes e enlouquecer
E quem sabe talvez
Até me suicidar
E antes do dia terminar
Devo eu ao meu doce lar retornar

Vício

No desespero profundo
Em que me perdi
Afoguei o meu amor
Na tristeza de uma lágrima
Uma lágrima fria
Que nem o sol faz evaporar
Na angústia torturante
Do meu trágico ser
Matei minha felicidade
Na melancolia da saudade
Que nem o brilho da lua
Me faz esquecer
Tudo que me resta é solidão
E o que me faz viver é ilusão
Sentimento que me alimenta
E transforma minha depressão
No vicio de cada dia


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Doce sacrifício

Tudo por você
Tudo para não perder
Este doce sacrifício
Comprometo minha vida
Neste amor de maldição
Meu sacrifício é você
Sempre me fez temer
Pela vida e pela morte
Espero que um dia
Você me note
Tudo por você
          Tudo para não te perder  

     

Bodas de sangue

Parabéns a nós dois
Agora já podemos chorar
São nossas bodas de sangue
Que nos fazem lamentar
Honra ao mérito
Para um amor destruído
Sobre o sangue que chove
E escorre em nosso amor
Bodas de sangue
Perpetua este sentimento
Derramarei o meu sangue
Neste amor violento

Suicídio

És meu amor
És meu suicídio
Mata-me aos poucos
E por dentro vai destruindo
Me faz sangrar
Me faz adoecer
Desejo um dia adormecer
Suicídio sem fim
Tira um pedaço de mim
E leva contigo
Leva este amor
Este amor comprometido 

Palavras insanas

Palavras insanas
Escritas num papel
Jogado sob um corpo
Divino corpo morto
Palavras sinceras
Que retratam a realidade
Resumem uma vida
Uma vida de maldade
Poucas palavras
Para muita vida
Palavras num papel
Palavras que dizem
Adeus, mundo cruel!

A cura

Temo por sua vida
Pois sei do que é capaz
Posso dizer isso
E digo muito mais
Então, eu lhe peço
Não me corrompa, amor
Não me estrague demais
Não desgrace ainda mais
Amor discreto
Amor descrente
Este amor é doente
Terás a cura?
Jamais!


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nuvem negra

Num mero momento de distração
Eis que surge de repente para me afligir
Uma nuvem negra, pavorosa
Que quase me faz enfartar
Num súbito arrepio de medo
Um susto monstruoso
Um pavor imenso
que me impede de gritar
Nuvem negra, absoluta
será a morte querendo me pegar?
Contorno cinza e interior negro
Negro como minha alma
Que banaliza o meu corpo
Num emaranhado de desespero e agonia
Nuvem negra que passa
E que por um milagre
Consigo sair ilesa
A morte em forma de nuvem
Veio me procurar
Mas não foi dessa vez
Que conseguiu me levar


Sentimento ateu

Eles me pedem para rezar
Mas eu não tenho religião
Eles me pedem para acreditar
Mas eu não tenho fé
Me sinto domada por um
Sentimento ateu
O pentagrama é minha cruz
E por ele rogarei
O cemitério é minha igreja
E nele eu entrarei
Na penumbra da noite
Entre os mortos andarei
Pois à escuridão eu pertenço
As trevas será o meu céu
E lá eu estarei


Luto

Olhe no meu semblante
O desconsolo
de um sorriso tristonho
refletindo o inconsciente
de um alguém
que se sente deprimido
e num ato leviano
devo consolidar
a idéia de nunca
esperar pela salvação
e recebo em troca
um sofrimento imediato
em prol da minha infelicidade
e em meu vestuário obscuro
que de tão dantesco
faz de mim um corpo intocável
e promove uma conspiração
para sempre permanecer em luto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Meu sonho

Me entreguei para a vida
Na esperança de realizar
O meu sonho
E depois de tanto sofrimento
O ódio me dominou
Me fez esquecer o que eu sou
Enterrei meu sonho realizado
Mas que nunca foi apreciado
Amor bandido, amigo perdido
Num suplício indesejado
E hoje espero que esse amor
Seja sepultado
E o amigo ressuscitado
Vou resgatar o meu sonho
E esperar que um dia
Ele nunca mais seja enterrado


Maldito Amor

Maldito é aquele que crê em mim
Fará uma viagem sem fim
Mergulhando nas profundezas
Do meu rancor
Terá em seu coração
O mais triste arrependimento
Maldito é aquele que crê no amor
Verá o sangue e sentirá a dor
Pedirá para morrer
Toda vez que a noite surgir
Sujará o seu nome
Pedindo para sumir
Maldito, é quem ama
Maldito, é o amor


Cada escolha, uma renúncia

Cada escolha, uma renúncia
Assim quis o destino
Quisera eu que este amor
Durasse para sempre
Não só na mente
Mas também no coração
O que fez não tem perdão
Cada escolha, uma renúncia
E eu escolhi te renegar
Tanto no corpo, como na mente
E mesmo que eu não queira
Inconscientemente terá o meu perdão
Pois sempre viverá no meu coração


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sozinha

Sozinha na vida
Presa numa casa vazia
Não ouço mais passos
Descendo pelas escadas
O vento não sopra
O balanço da criança
Não se move
Tenho fome, tenho frio
Fome de te amar
E frio por não te amar
Não tenho mais sentimentos
A única coisa que sinto
São as lágrimas que escorrem
Sobre um rosto deprimido
E você em seu leito
Dorme como um anjo
Para esquecer de mim
Sozinha na vida
Aqui escrevo as palavras
Que me consolam
São as palavras que me isolam
De um mundo
E me livram de um sofrimento
Tão profundo


sábado, 7 de agosto de 2010

Até que a morte nos separe

Corpo quente, corpo triste
Meu corpo sem o seu não existe
Nossos corpos, nossos olhos
Sempre se encontram
Na alegria e na tristeza
Na saúde e na doença
Até que a morte nos separe
Ou até que alguém repare
Corpos distintos, corpos afastados
Corpos que nunca mais serão desejados

Meu amor, meu desatino

Meu amor, meu desatino
Me ama como um homem
E chora como um menino
Perdão por não poder te amar
Uma linda história de amor
Que acabou porque quis o destino
Lá se foram os nossos beijos
E aqui jaz os nossos medos
Noites quentes, noites frias
Pecados e revoltas
Amor que não tem mais volta
Perdão por fechar a porta
Vá em paz, sem ressentimentos
Ficarei aqui, contemplando
os nossos momentos
Meu amor, meu desatino


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sem Lágrimas

Por tudo que estou vivendo
Eu, sem lágrimas
Tento chorar por ti
Por tudo que nós passamos
Eu, sem você
Tento ser forte
Mas a vida me ensina
Que tudo é em vão
Por tudo que estou perdendo
Eu, sozinha
Tento ficar bem
Essa triste angústia
Apenas se fortalece
Não há volta, não há prece
E o meu amor nunca me esquece
Por tudo que estou merecendo
Eu, sem lágrimas
Definho lentamente
Me entrego a uma lástima
E me enterro profundamente


Apenas vida...

Vida de solidão
Vida sem perdão
Vida a que pertenço
Vida que não mereço
Apenas vida, sem morte
Não tenho sorte
Prefiro morrer
E não padecer


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu prometo

Te amo e te desejo
Quando lembro do seu beijo
Comigo estará seguro
Amor, eu juro
Me deixe cuidar de você
Não quero mais sofrer
Pela distância e pelo tempo
Amor, eu prometo
Este amor, não será jogado ao vento
Pois te quero como nunca
E espero por você
Amor, é verdade
Meu sangue será seu
Na mais pura lealdade

Salvação

Lápide sem nome
Procure por mim
No mais escuro cemitério
Flores murchas
Ali estou, padecendo
De corpo e alma
Não tem abutre
Não tem verme
Estou sozinha
                Ninguém me quer                
Traga-me a salvação
Para uma vida sem perdão

sábado, 31 de julho de 2010

Pulsos

Sangro pelos pulsos
Sangro por você
Não estancarei este sangue
Deixarei ele escorrer
Junto com o amor que sinto
Quando lembro de você
Fincarei esta lâmina
Apenas por você
Fincando também
Este amor no coração
Que um dia será seu
Me faço sangrar
Só para te chamar
Beije os meus pulsos
E cure os ferimentos
Fique aqui comigo
E acabe com este tormento


Aquele Beijo

O último beijo
Numa noite especial
Ficou na memória
E fez nascer em mim
Um sentimento infernal
Que sempre me persegue
Quando quero ficar em paz
Aquele beijo...
Seus lábios que me chamam
Nos sonhos e esquecimentos
São aqueles que me acolheram
Numa louca noite insana
O primeiro e último beijo
Me fez obter um desejo
De querer ser sempre a sua amada
E jamais ser abandonada



Noite Fria

Noite fria, te procuro
Vagando lentamente
Na esperança de te ver
Nem que seja só na mente
Noite fria, te desejo
Sonhos e delírios
Quero te abraçar bem forte
E acabar com a saudade
Que em meu peito bate
Olhos que choram
Corpo que sangra
Mãos estendidas no chão
Pedindo a sua ajuda
Querendo a sua presença
Noite fria, noite triste
Que fica só no pensamento